Quem dirige melhor, o homem ou a mulher?


Por ACésar Veiga.

É opinião geral que o maior número das ações praticadas pelo universo masculino, está diretamente ligada ao prazer…e que também passam pela “raridade” as oportunidades em que existe “afinidade espiritual” ao que executam. (Por isso desabamos com mais frequência que as mulheres em situações adversas)

Manifestamos na maioria das situações a qualidade da sedução, e não conseguimos na totalidade dos atos mudar este cenário repetitivo e vazio.

Seduzimos como forma de viver e essa habilidade está presa em nós…(Na realidade ela faz morada biológica bem encarcerada ao DNA)

Já as mulheres, se não forem regidas por amor, e se não manifestam a inteligência do sentimento…”elas” perdem a graça. (Se alguns acham que estes fatos estão contra mim, então pior para os fatos – risos)

Vejam:

– Quando nós homens fazemos amor – o habitual é transar –, há alguma preocupação se frases brandamente eróticas são balbuciadas a 1,5 cm abaixo do lóbulo da orelha da nossa única “rainha”? E se estas “locuções” estão acompanhadas de um vento úmido, cheiroso e quente expelido pelo nosso aparelho fonador?

– Ou à frente do televisor, torcendo pelo clube do coração – o que particularmente creio ser “insano” –, quando se efetiva o aguardado “gol”…ao contrário daquele “urro típico” de animal primitivo, você opta por maneira mais civilizada e o substituí pela frase:

Querida, olhe que ocasião feliz; o gol do meu time e você aqui em casa comigo…(Você faz isso meu amigão?)

Mas o leitor pode perguntar o qual a relação que isso tem com “estar” dirigindo?

Bem, vivemos em uma sociedade que alimenta hábitos doentios, carregados majoritariamente de mentiras e mitos…e nela, nós homens tal qual “palhaços tristes”, escondemos por trás do sorriso de maquiagem aquele egoísmo sem prazo de validade.

E assim ficamos contentes em ser “menos piores”…E você “cara condutora de veículo” que ao ver esta “lucidez” como possível luz no fim do túnel, peço que não se anime muito…pois as razões para celebrar param por ai.

Tenha abundante fé e acredite que mudanças profundas são lentas, e saiba também que não estou dizendo que é hora de virar a página…estou pedindo que você com esse seu esforço titânico – que lhe é peculiar –, tenha paciência nos vários campos das atitudes masculinas.

De vez em quando, aperte o passo do seu entendimento com um sorriso colorido (o “amarelo” pode ser uma boa escolha)…e da mesma forma, passa a ser “indicado” (leia-se empurrado goela abaixo), que você não finja que o assunto inexiste – ou, o que é comum –, que você tente se livrar dele pela via da expulsão. (Sempre saiba que o tema exige ação e perseverança)

Esta equação, nunca estará completa se você não desenvolver uma grandiosa capacidade de tolerância…pois do contrário você será apenas mais uma jogadora sem influência no disputado jogo das relações entre homem e mulher. (A tarefa é espinhosa, bem sei!)

Mas, e o “mas” é decisivo aqui…você têm o dissimulado “livre arbítrio”. (Aquele, no qual é necessário que suas práticas sejam coerentes com a fala)

Quando estamos dirigindo (e isto serve para ambos), não podemos esquecer nossas noções de civilidade e cortesia, e nem praticarmos o abandono da responsabilidade.

Mas saibam que a excitação invade as entranhas masculinas mais internas e assim são acessados nossos códigos libertários mais íntimos.

Para o homem, dirigir é por vezes desvirginar o cotidiano e penetrar no âmago do nosso automóvel sem permissão! (É uma das únicas brechas permitidas espontaneamente numa relação com a tecnologia)

Pensem nisso “gurias”, pois nossa virilidade emocional ficará realmente agradecida.

Para a maioria dos homens, dirigir é isso…(Dolorosamente esse é um cenário em constante expansão)…tentar exercitar, equilibrar e conviver com o seu lado selvagem e lúdico ao mesmo tempo, em viagem sempre de volta ao presente, onde os resultados são afinal de contas tão ordinários.

ALERTA: Preste atenção quando seu marido, namorado, amante ou qualquer nome similar que vocês possam dar a “ele”, se apronta para comandar o volante do veículo.

Fique alerta:

– “Pelo amor de Deus, nada diga ou expresse!”…simplesmente relaxe.

Olhe a paisagem disponível, enquanto ele entra em fulgor. Cuide atentamente a reação do seu “amado”…e qualquer que seja, demonstre que você acabou de experimentar uma libidinosa sensação. (Uma comoção que não é de indiferença ou de neutralidade… Prestou bem atenção?)

E por favor, em hipótese alguma grite, quando “ele” cometer aquele “errinho” de direção. (E se isto ocorrer, que o “berro” seja substituído por aquele pequeno suspiro de donzela. O ideal é que esteja no padrão sonoro de 60 db – decibéis)

OBS: A grafia do suspiro de uma donzela é: Aaaiiiiiiiiiiiiiii…(Caso você queira exercitar nos períodos vagos, seria de bom grado…)

Não esqueça que ele é humano…(Então faça entender – de forma subliminar –, que sua intenção não é punir, mas sim, acolher, acolher e acolher…)

E assim, vá sorvendo toda aquela situação, tim-tim por tim-tim, silenciosamente como uma felina pronta a um ataque furtivo.

Se for oportuno, perca-se totalmente na atmosfera do trânsito…(Enquanto tiver forças e bom humor, é evidente)

E ao acabarem os protocolos praticados e você cometer algum dizer escorregadio…instantaneamente sorria com aquela forma marota e o induza a uma atmosfera “zen”. (Não se esqueça de que esta informação serve de base para compor a estratégia)

Mostre-se disposta a curtir tudo, (Até o possível cheiro da gasolina deve ser curtido por você com serena elegância),…afinal, o odor nunca pede licença para aparecer.

E enquanto ele se embriaga com o carro, com a embreagem, com o trânsito, com as sinaleiras e com você é claro…junte todo o amor que você sente por ele, tome mais uma pitada de paciência e ofereça-lhe quem sabe…sim, oferte aquela troca de óleo grátis.

Agora deu para entender quem dirige melhor?
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