Dia Mundial Sem Carro é comemorado hoje



O Dia Mundial Sem Carro, comemorado nesta quinta (22), teve início em 1997 na França, com a proposta de repensar a mobilidade urbana focada no uso do automóvel. Desde 2000, países como Espanha, Itália, Rússia e Inglaterra já participam dessa celebração.

No Brasil, o Dia Mundial Sem Carro existe desde 2001, sendo que em São Paulo – cidade com a maior frota de veículos do País – a data passou a ser comemorada oficialmente em 2005.

De acordo com Eliane Pietsak, pedagoga com especialização em trânsito, o engajamento da sociedade ainda depende bastante do Poder Público. “É preciso que existam alternativas viáveis para que as pessoas se sintam encorajadas a deixar o carro em casa e utilizar outro meio de transporte”, analisa.
Para a especialista, “as pessoas só vão deixar os carros em casa quando o transporte coletivo de passageiros for de qualidade ou andar de bicicleta seja mais seguro”. O que, por enquanto, ainda não é uma realidade.

Pesquisa

Um estudo britânico diz que caminhar, pedalar ou até tomar condução para o trabalho é melhor para o bem-estar do que dirigir. A pesquisa das universidades de East Anglia (UEA) e York observou 18 mil pessoas durante uma década. A conclusão dos especialistas é que deixar o carro na garagem pode ter um impacto profundo na qualidade de vida.

Além dos óbvios efeitos na saúde, o estudo destaca os efeitos psicológicos da troca de meio de transporte. No grupo de 18 mil, 73% usavam carros para ir ao trabalho, 13% caminhavam e 3% pedalavam. Cerca de 11% adotavam o transporte público. Aqueles que tinham viagens mais ativas apresentaram níveis de bem-estar maiores do que os que dirigiam ou tomavam condução. Ao analisar os níveis de bem-estar de um pequeno grupo que trocou o carro ou o ônibus por bicicleta ou caminhada, os pesquisadores descobriram que o grupo ficou mais contente.

“Praticar exercício físico é muito bom para a saúde, seja andando ou de bicicleta, os efeitos para o coração e circulação são indiscutíveis. Se o cidadão tem essa oportunidade, ou melhor, está dentro da realidade dele, trocar o carro por esse tipo de transporte, será um ganho importante para a saúde e bem estar do indivíduo”, conclui Pietsak.
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