Câmara debate saneamento e risco de privatização da Caern



Uma audiência pública debateu na manhã de hoje (15) na Câmara Municipal de Natal sobre as obras de saneamento na capital e o risco da privatização da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) , divulgada pela imprensa nacional. O encontro, realizado através de uma propositura do vereador George Câmara (PC do B) reuniu vereadores e representantes do SINDÁGUA/RN, CAERN, Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do Município de Natal – ARSBAN; Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental - ABES/RN, movimentos sindicais e sociais.

"O saneamento equacionará o índice de nitrato na água, mas não se pode comprometer as obras com a ameaça de privatização da Caern. Nós vamos encaminhar a todos os candidatos a prefeitura, ofício para que se comprometam em não alterar a lei 5.250/2001 que exige que as obras de saneamento só podem ser prestadas por serviço de uma empresa pública estatal", explica George Câmara. A referida lei estabelece os requisitos para a execução das obras de saneamento na capital.

O presidente do Sindicato Sindicato dos trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (SINDÁGUA/RN),Alberto Moura, disse que são preocupantes as recentes notícias publicadas na imprensa nacional de que o Governo do Estado apresentou ao Governo Federal interesse em incluir a Caern no pacote de privatizações proposto pelo Governo Federal. "Já foi divulgado que o governo quer privatizar e isso vai trazer uma perda imensa para os trabalhadores e para a população quando comparamos com o que ocorreu com a Cosern, em que até hoje os servidores cobram seus direitos e a tarifa teve até 1000% de aumento", disse o presidente.

As obras de saneamento em Natal que começaram em maio de 2015 já estão com cerca de 50% concluídas, segundo o coordenador do grupo de acompanhamento de obras especiais da Caern, Paulo Eduardo Cunha. "São mais de 800 km de rede coletora que estão sendo implantados para sanear Natal. A expectativa é de que até o final de 2018 todo o sistema entrará em operação com as duas estações de tratamento e esgotos (ETE's)", prevê o coordenador.
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