Dirigir na banguela economiza combustível? Veja os 4 perigos que estão por trás da prática



Colocar o carro em ponto morto nas descidas para economizar combustível é um hábito comum entre alguns motoristas. Mas, a verdade é que, além de não gastar menos, a prática põe em risco a segurança de todos os passageiros, promove desgaste prematuro do veículo e é infração prevista em lei.

Andar na banguela economiza combustível?

Esse mito surgiu porque os carros antigos eram carburados e, de fato, gastavam menos quando rodavam em ponto morto. O carburador era a peça responsável por fazer a mistura de ar e combustível que alimentava o motor.


A partir da década de 90, os veículos passaram a contar com o sistema de injeção eletrônica, que controla automaticamente a quantidade de combustível liberada. Isso significa que, mesmo em ponto morto, o automóvel continua gastando combustível porque está em movimento.
Riscos de dirigir em ponto morto

Acidente. O carro desengrenado fica extremamente solto e difícil de controlar porque, além de dar força, o motor ajuda o freio a controlar o veículo. Se a marcha não está engatada, ele não consegue exercer essa função e o carro perde a estabilidade. Nesses casos, o risco de acidente, principalmente em curvas, é alto.

Desgaste dos freios. Se o motor não funciona, o sistema de frenagem precisa "segurar" o veículo sozinho. Isso faz com que ele fique sobrecarregado, podendo apresentar superaquecimento, desgaste precoce e até falhas.

Problemas no câmbio. Quando o veículo está em ponto morto, a caixa de marcha deixa de receber a lubrificação adequada. Em longo prazo, a peça pode travar e causar um grande prejuízo.

Multa. Como se todas as questões de segurança não fossem suficientes, dirigir na banguela ainda é infração de acordo com o artigo 231 do Código de Trânsito Brasileiro. "Transitar com o veículo desligado ou desengrenado em declive" é infração média, com multa de R$ 85,13, quatros pontos na CNH e retenção do veículo. Definitivamente, é melhor evitar.
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