Beijaço LGBTS ocorreu no estacionamento do Carrefour na zona sul de Natal



Há nove dias uma travesti e uma família de lojistas se envolveram em uma confusão no hipermercado Carrefour, bairro Candelária na região sul da capital potiguar.

De acordo com Victor Dias ele como travesti, sentiu-se no direito de usar o banheiro feminino do hipermercado com uma outra colega do mesmo gênero sexual. Em entrevista exclusiva à reportagem do Via Certa Natal a travesti disse que foi vítima de preconceito,  por parte de uma senhora, que também estava no banheiro, o que ocasionou uma grande confusão entre os lojistas, (parentes da senhora que estava no banheiro), gays e lésbicas.
Victor disse ainda que é uma mulher e admite ter danificado o carro da família dos lojistas envolvidos na confusão. ( entrevista completa no vídeo). 

Por conta da confusão vários grupos LGBTS´s promoveram um beijaço gay no estacionamento do hipermercado. Aproximadamente mais de mil pessoas participaram do ato em frente ao Carrefour. O ato transcorreu sem nenhuma ocorrência grave e durou aproximadamente duas horas.

O Carrefour enviou na noite de ontem uma nota à nossa redação; confira abaixo


Nota à imprensa 
A empresa tem como um dos seus pilares de atuação promover a diversidade, por isso, repudia veemente qualquer tipo de discriminação. Assim que percebeu um tumulto entre um lojista da sua galeria comercial e clientes da loja, acionou a Polícia Militar imediatamente para conduzir a situação e agiu de forma rápida para assegurar a integridade física de todos os presentes até a chegada das autoridades. A rede tem todo o interesse de que este caso seja apurado com rigor e irá contribuir em todo o processo. Informa ainda que o lojista já foi comunicado sobre a decisão do Carrefour de encerrar seu contrato de locação. A companhia ressalta que, por meio de seu programa de promoção da diversidade, realiza uma série de iniciativas para valorização da diversidade sexual junto aos colaboradores e sociedade, além de participar de fóruns em parcerias com entidades e desenvolver programas e materiais de treinamento para colaboradores.


A família de lojistas também se pronunciou pelas redes sociais

“Diante de toda a repercussão do que houve no Carrefour, e da não veracidade de alguns fatos, resolvi me pronunciar. Quem me conhece sabe que sou muito discreta, não gosto de me expor. Logo eu, que defendi em minha tese de faculdade o casamento homoafetivo, quando esse sequer tinha sido aprovado, me vejo em uma situação onde estou sendo chamada de homofóbica. Não vou entrar em detalhes de fatos passados, de conhecimento de muitos clientes e frequentadores do banheiro masculino, o constrangimento que passavam diante de algumas situações que o estabelecimento já tinha conhecimento. Na sexta feira estava com minha família e amigos quando minha mãe se deparou com 3 rapazes dentro do banheiro feminino. Quem conhece a minha mãe sabe que é uma pessoa de muito respeito e educação, e não foi dessa vez que ela agiu diferente. Diante da situação no mínimo constragedora, se dirigiu a um dos rapazes que ainda de porta aberta estava por usar o banheiro dizendo-lhe que este deveria usar o banheiro masculino e não o feminino. Vejam bem, sem falso moralismo, somos adultos, e tal comportamento inadequado tipifica sim um constragimento, independentemente da orientação sexual, que inclusive sequer vem ao caso aqui. A opção sexual de cada um nunca foi o centro da questão e sim os limites, ou melhor, a falta de limites que determinado grupo de pessoas pensa não precisar seguir em respeito aos demais. Me refiro a “determinado grupo” pois sei que esse tipo de comportamento não representa os homossexuais e tem muito mais a ver com falta de educação e de respeito pelo próximo do que com orientação sexual.


Pois bem, daí em diante armou-se um verdadeiro circo de horrores. Um dos rapazes envolvidos saiu do banheiro gritando a plenos pulmões que minha mãe era homofóbica pela simples razão dela ter se sentido constragida. Discordar é ser homofóbico? E constranger outrem, o que seria então?

Sucedeu-se então diversas agressões fisicas contra mim e minha família. Meu pai, minha mãe e meu esposo foram agredidos, inclusive com socos e chutes. Eu fui agredida também e todas as lesões foram apresentadas as autoridades competentes. Se as palavras foram exageradas? Depende da sua análise da situação… Sua família sendo insultada, provocada, e depois encurralada e agredida por um grupo de aproximadamente 40-50 pessoas, qual seria sua atitude, ou a do seu esposo/pai/irmão?

Ao tentarmos sair, outro prejuízo: cercaram e danificaram até onde puderam o nosso veículo.
Quem esteve presente naquela fatídica noite sabe que tudo que relato aqui é verdade. Que o comportamento inadequado dentro dos banheiros não era novidade e que o Carrefour Natal se omitiu até quando pode diante da situação. Não sou homofóbica, minha família não pactua com qualquer tipo de discriminação seja ela sexual, de raça ou crença, mas somos pessoas coerentes e não seremos reféns da ditadura do falso politicamente correto. Não é porque os envolvidos ss encaixam numa determinada categoria de minoria que seus atos estão acima de todos e suas verdades são absolutas.

TODOS merecem respeito e todos DEVEM respeito também. Só posso concluir dessa história toda que ninguém ganha, todo mundo perde. Com essas atitudes extremistas e o excesso de vitimização vemos que caminhamos para uma polarização onde as pessoas se vêem obrigadas a definir um lado: gay ou hétero, branco ou preto, rico ou pobre. O mundo não deveria ser tão cartesiano… Repito que a chave da vida em sociedade é o respeito, mas infelizmente alguns ainda não entendem que o seu direito acaba quando o do outro começa e que não podemos ter apenas direitos, deveres também são parte do bônus de viver em sociedade. Estamos extremamente abalados com toda a situação. Algumas pessoas nos procuraram no dia dizendo que filmaram as agressões e os fatos, mas diante do caos, não conseguimos fornecer nosso contato. Deixo então esse email para que essas pessoas consigam chegar até nós: contatomariana2016@hotmail.com
Obrigada, Mariana Cunha.”
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